Fichamento “Domínio Público”
PUBLICO E PRIVADO
publico: coletivo, area acessivel a todos a qualquer momento e sua manutenção é de responsabilidade coletiva
privado: individual, area com acesso limitado e mantida por uma ou poucas pessoas
no mundo ha tanto uma individualidade quanto uma coletividade exagerada, o que é uma polarização excessiva, deixando de lado a inter-relação e o compromisso mutuo entre grupos e pessoas. Separados não apreendem a humanidade como um todo, de forma real, mas de um lado a ve em uma relação consigo mesmo, e de outro ve apenas a sociedade.
O individualismo moderno surge a partir da tentativa de fuga do desespero do isolamento, e a escapatóriaé glorifica-lo, enquanto o coletivismo moderno é uma maneira do homem evitar um encontro consigo mesmo, diminuindo a responsabilidade pessoal
DEMARCAÇÕES TERRITORIAIS
Depende da referência, uma casa é privada, mas dentro delas existem outras demarcações (o quarto é mais privado que a sala)
No mundo todo encontra-se gradações de demarcações territoriais, totalmente acompanhadas pelas sensações que os acessos trazem, sendo muitas vezes mais uma questão de convenção do que de legislação.
Pode-se adotar medidas para aumentar essa convenção, como portas de vidro, que nos dao uma maior sensação de livre acesso.
Caso um ser ou grupo use parte do espaço publico para seus interesses o caráter público desse espaço é colocado em questão por meio do uso, trazendo consequências para os arquitetos, os quais devem saber usar dessas camadas de publico e privado, que não sao separadas de uma so vez.
ZONEAMENTO TERRITORIAL
O caráter de cada area depende de quem é seu responsável.
O apogeu da expressividade pessoal de 70 deu lugar a limpeza e a ordem, a expressão pessoal desaparece nas empresas, formando uma atmosfera fria e impessoal nos escritórios.
Ha casos em que a estrutura organizacional impede qualquer influencia pessoal, ja que a natureza do espaço é muito publica
DE USUARIO A MORADOR
responsabilidades diferenciadas torna mais facil para o arquiteto decidir as medidas a tomar para que os usuários deem suas contribuições onde sao menos relevantes.
“se voces não tem um lugar para chamar de seu, você não sabe onde está”
Se outro grupo/individuo organiza o espaço de outro(s), ele ficara desorganizado na sua(s) percepção(ões)
O INTERVALO
A entrada para uma casa lida com o encontro e a reconciliação entre a rua e o dominio privado.
A concretização desse intervalo em diferentes construções é necessária para criar um espaço de espera, boas vindas, despedidas, conversa, basicamente é a tradução arquitetônica para hospitalidade.
DEMARCAÇÕES PRIVADAS NO ESPAÇO PÚBLICO
quando moradores se envolvem com o espaço comunitário com marcas individuais, estimulando a expansão da esfera de influência pessoal.
CONCEITO DE OBRA PUBLICA
os espaços comunitários devem fazer a sociedade se sentir responsável por eles, contribuindo com o ambiente. Porém tal medida subordina os indivíduos.
Mesmo as boas intenções podem levar a indiferença das pessoas, fazendo com que o plano de errado quando as escalas se tornam muito grandes
O proprio sistema cria a alienação ao tornar os indivíduos co proprietários de suas ideias ao inves de participantes.
Ao inves de impor uma ideia pre estabelecida o arquiteto deve oferecer mais oportunidades, permitindo que as pessoas deixem suas marcas e identificações pessoais, que lhe pertençam. Seria necessário, então, uma descentralização das responsabilidades
A RUA
um mundo com o qual pouco temos a ver e pouco influenciamos.
sentimento de hostilidade, insegurança, mas nao podemos tomar isso como sentimento generalizado.
Conceito utópico de “rua reconquistada”: pos guerra, lugar de contato social entre moradores. A desvalorização desse conceito pode estar ligada ao aumento dos automóveis e a sua prioridade, ruas mais vazias devido redução das suas densidades e dos moradores por construção, as melhores condições e menor necessidade dos vizinhos.
Essa prosperidade crescente aumenta o individualismo e permite que o coletivismo assuma proporções alem da nossa compreensão.
Rua de convivência: os moradores tem algo em comum, e esse sentimento parece estar sumindo e quanto mais isolados e alienados as pessoas se tornarem em seu ambiente diário mais fácil sera controla-las com decisões autoritárias .
As habitações funcionam melhor quando as ruas sao espaços de convivência, receptivas, como uma sala de estar, para o cotidiano e para ocasiões especiais.
Precisamos achar um ponto de equilíbrio para que os moradores possam ter privacidade quando quiserem mas também procurar contato com os outros.
Casas e ruas são complementares.
Muitos arquitetos erram no cálculo da proporção entre a dimensão do lugar público e o numero esperado de usuários.
A organização espacial deve estimular a interação e a coesão social
O DOMÍNIO PÚBLICO
a rua nao é um espaço residual entre quadras residenciais, mas um elemento complementar, que serve nao so para o transito motorizado.
Originalmente, a rua foi espaço para muitos acontecimentos ao longo da historia.
Quanto a todo espaço público, devemos nos perguntar para quem, por quem e para qual objetivo ele foi feito
O ESPAÇO PÚBLICO COMO AMBIENTE CONSTRUÍDO
Ate o século XIX haviam poucos edifícios públicos, e os que eram ainda sofriam certas restrições impostas pelos proprietários. Os verdadeiros espaços públicos estavam ao ar livre.
A Revolução Industrial mudou isso, aumentando o intercambio social e o turismo a partir do comércio. Surgem entao mercados (os quais uniam as fazendas e as cidades, ao passo que os fazendeiros iam ate la vender suas mercadorias), centros comunitários, pavilhões de exposição, lojas de departamento e estações ferroviárias. Criando, assim, espaços realmente públicos.
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